Uma bola, pelo menos duas pessoas e uma única regra: não deixar a bola cair. Essa é a altinha – ou altinho – modalidade esportiva tipicamente carioca, que rapidamente se espalhou tornando-se febre nas praias da cidade e, agora, tem a chancela de Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro, após sancionamento da Lei nº 6711/2020 pelo prefeito Marcelo Crivella.

Democrática, a altinha pode ser praticada por homens e mulheres de todas as idades, seja em torneios ou em roda de amigos, e se caracteriza por unir as noções básicas do futevôlei, valendo qualquer movimento tais como chutes, joelhadas e cabeçadas, não sendo permitido o uso das mãos.

Além dos benefícios que a prática esportiva gera, a altinha é responsável por aguçar a criatividade dos jogadores, trabalhar o dinamismo e desenvolver o espírito de equipe, já que uma das particularidades deste esporte é que a vitória é sempre coletiva. Todos que jogam possuem o objetivo de manter a bola no ar.

Caio Ferreira, 20, é praticante de altinha no Posto 10, tradicional point da modalidade em Ipanema. O jovem, que chega a fazer a atividade 5 vezes por semana durante o verão, comemora o reconhecimento do esporte: “Fico muito feliz com o crescimento da altinha. É uma modalidade diferente por estar atrelada ao lazer à beira-mar e tem tudo a ver com um dia de praia com os amigos. Um esporte que cresceu nas praias do Rio, está ganhando o mundo com competições e milhares de praticantes do sexo masculino e feminino”, disse.  

No entanto, para a segurança dos banhistas, a prática de esportes na beira da água tem algumas restrições. De acordo com a Prefeitura do Rio, de 8h às 17h, a altinha só é permitida na área próxima ao calçadão. Nos demais horários, o jogo é liberado em toda a faixa de areia.

E você, já jogou altinha? Vem pra orla!

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