Cartão postal, mundialmente famosa e inspiração para compositores e poetas, a Praia de Copacabana, ou “Princesinha do Mar” como é conhecida popularmente é um símbolo do Rio de Janeiro. Localizada no bairro que leva o mesmo nome, na Zona Sul da cidade, a praia possui 4 km de orla, areia clara e águas calmas. É bastante popular entre turistas e cariocas que buscam a praia para passear, andar de bicicleta, aproveitar o mar ou simplesmente apreciar a paisagem. 

Além do horizonte que emoldura a baía de guanabara, o calçadão de Copacabana, projetado pelo paisagista Roberto Burle Max, com ondas desenhadas em pedras portuguesas pretas e brancas é uma dos principais símbolos da praia. O desenho urbano-paisagístico do calçadão central da Avenida Atlântica, uma das principais vias do bairro, também é de autoria de Burle Marx e foi tombado em 1991 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.  O calçadão é o local dos encontros, onde etnias, culturas e sotaques se misturam numa atmosfera efervescente, seja durante o dia ou pela noite.

Por conta da popularidade, a Praia de Copacabana costuma ser a “queridinha” para realização de grandes eventos nacionais e internacionais. As areias já foram palco de competições esportivas, festas e shows com públicos gigantescos. Artistas como Rod Stewart (1994), Lenny Kravitz (2005), Rolling Stones (2006) já arrastaram multidões pela orla. O show de Stewart é considerado até hoje o maior público de todos os tempos pelo Guinness Book, cerca de 3,5 milhões de pessoas. Além disso, o maior Réveillon do mundo acontece em Copacabana e atrai milhões de pessoas todo ano. Na virada de 2019 para 2020 houve recorde de público e de turistas: 2,9 milhões de pessoas assistiram a queima de fogos da praia. 

Nas proximidades, o bairro também se desenvolveu em função do turismo. A infraestrutura atende tanto os moradores quanto os visitantes. Redes de de hotéis, quiosques, restaurantes, bares compõem o cenário urbano e turístico. 

 

De Nossa Senhora da Copacabana à Carlos Drummond de Andrade

A Praia de Copacabana, do jeito que é conhecida atualmente, passou por diversas transformações até ser o que é nos dias de hoje. Inicialmente conhecida de Sacopenapã, não tinha vias de acesso e era pouco frequentada. No século 18 foi inaugurado um templo cristão em homenagem a Nossa Senhora da Copacabana e a praia foi rebatizada. 

Com a abertura dos túneis, o acesso ficou mais fácil e, aos poucos, Copacabana foi passando a ser um ponto de referência na cidade. A grande expansão aconteceu entre os anos 30 e 50, muito impulsionada pela estruturação do Copacabana Palace, primeiro grande edifício do bairro. O hotel, que funcionou como cassino até 1946, deu maior visibilidade à praia que se consolidou como a mais visitada do Rio de Janeiro. 

Há algumas teorias para explicar o nome, alguns defendem  que o termo teria vindo da língua quíchua, falada no antigo Império Inca, significando “lugar luminoso”, “praia azul” ou “mirante do azul”. Outras correntes apontam o nome Copacabana como derivação da língua aimará, falada na Bolívia, significando “vista do lago”.  

Em 2002, uma estátua em homenagem ao centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade foi inaugurada na altura do posto 6. O monumento é um dos mais procurados da Praia de Copacabana. O compositor e cantor baiano Dorival Caymmi também foi imortalizado no fim da Praia em uma escultura em bronze. 

O posto 6, inclusive, conserva grande parte da história do bairro, da praia e da cidade. Apesar de ser pequeno e ter a faixa de areia menor em relação ao resto da praia, possui muitas curiosidades e histórias.

 

Todos os caminhos levam ao Forte

Outro símbolo da Praia localizado no posto 6 é o Forte de Copacabana. Construído para proteger a cidade de possíveis ataques marítimos e invasões pela Baía de Guanabara, o local é atualmente um dos pontos de interesse de quem visita a cidade. O Forte abriga o Museu Histórico do Exército que possui visitas guiadas, mas o maior destaque é a parte externa com visão completa de Copacabana, Leme, Arpoador e do Pão de Açúcar. A localização privilegiada faz com que a visita ao forte seja quase obrigatória para quem não quer perder nenhum ângulo da Princesinha do Mar e, de quebra, tomar um café na tradicional Confeitaria Colombo. 

E aí, Bateu a curiosidade? Além da história, do charme e do visual único da Praia de Copacabana,  os quiosques espalhados ao longo dos 4 km de orla completam a experiência de lazer e turismo. 

Vem pra Orla! 

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