A nova rotina de cuidados por conta do coronavírus inclui, entre as principais recomendações, a lavagem constante de tudo. Começando pelas mãos e indo até objetos, ambientes e superfícies que entram em contato com uma ou mais pessoas. Mas como fazer uma higienização realmente eficaz para reduzir o risco de contaminação?

Muitas pessoas, para facilitar os processos de desinfecção ou por excesso de cuidado, acabam optando por produtos de limpeza e componentes químicos como água sanitária, desinfetantes e cloro. Mas, especialistas afirmam que menos é mais nesse caso, e água com sabão já é suficiente. 

A doutora Adélia Marçal, mestre em doenças infecciosas e especialista em dinâmicas de transmissão de doenças, alerta sobre o uso do cloro, que é vendido em várias formas e é um dos “queridinhos” devido ao baixo custo e a ação de eliminar germes. Segundo ela, o uso não é indicado por conta de limitações e restrições na aplicação do produto, sobretudo em ambientes abertos e expostos à luz.

“A água sanitária é inativada pela luz e por matéria orgânica. Do lado de fora, para ter uma solução clorada que realmente funcione, ela precisaria ser monitorada em relação à concentração e na capacidade de matar micróbios porque perde a efetividade muito rápido”, explicou a Dra. usando como exemplo os quiosques. 

Sendo assim, a presença de sujeira, resíduos, óleo, pó, entre outras partículas que grudam nas superfícies aceleram a inativação do cloro e tornam a ação da substância ineficaz. “O cloro mantém a função corrosiva, mas perde a efetividade no combate à microorganismos. Portanto, deve ser usado apenas quando não der para usar outra coisa”, acrescenta Marçal.

De acordo com a doutora, os vírus são envolvidos por uma camada de gordura, o que os torna muito sensíveis aos detergentes, que são desengordurantes. Por isso, a melhor maneira de fazer uma limpeza eficiente é com água e sabão. Além do uso de produtos corretos, a limpeza requer também uma atenção na fricção. Somente molhar e secar não adianta, é necessário esfregar por um tempo para quebrar as barreiras de gordura e conseguir realmente eliminar os vírus. 

A orientação da Orla Rio, no Projeto Recomeço,  tem sido utilizar somente detergentes para limpeza nos quiosques. Além disso, a preferência é pelos mais ecológicos para evitar intoxicação já que a quantidade de uso tem sido maior e eles acabam em contato com o ambiente.

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