Hoje o mar tá clássico!” ou “dia clássico”, quem pratica KiteSurfe já ouviu ou falou alguma vez essas expressões. É provável que os praianos mais assíduos também conheçam o termo “clássico” usado para definir um dia de praia que foi perfeito. A verdade é que, há 6 anos, clássico passou a significar também uma referência quando o assunto é quiosque, experiência de praia e alta gastronomia.  

Nascido em 2014 na Praia do Pepê, o Clássico Beach Club foi idealizado pelos sócios Carla Romano e Marcio Rodrigues para ser um ambiente de convivência na praia. Inspirado nos beach clubs europeus, carrega o DNA viajante dos donos que viram uma oportunidade de negócio inovador, diferente de tudo que havia até então nas areias cariocas. Carla Romano atribui o sucesso do empreendimento à originalidade, ela conta como foi partir do zero tendo apenas a ideia e a vontade de fazer o negócio acontecer.

“Eu não entendia como que no Rio de Janeiro, onde é verão praticamente o ano todo, não existia nenhum lugar desse tipo na praia. A gente começou a frequentar a área por causa do kitesurfe e resolvemos montar algo para clientes como a gente, que buscavam um serviço na praia, uma comida bacana, música boa. Um projeto para pessoas que buscavam uma experiência”, lembra Romano.

Moradores da Barra da Tijuca, o casal identificou uma brecha nos estabelecimentos convencionais e um horizonte de possibilidades se abrindo para atender um público cada vez mais exigente. Estar na praia sempre foi o pilar fundamental desde o início, em grande parte pela paixão de ambos pelo mar. 

“Foi difícil montar uma boa equipe, lidar com a parte burocrática que ter um restaurante exige, o espaço limitado, mas ter persistência e saber onde queria chegar foi importante”, ressalta ela.

O trajetória percorrida desde então aponta que eles estavam certos, hoje, o Clássico Beach Club é uma das referências na orla. O “postinho”, como ficou conhecido o primeiro quiosque dos sócios, é o quintal dos amantes de kitesurf e deu frutos que já estão em outros 3 pontos da zona oeste: No posto 7 da Barra, no Recreio e em Grumari. E o sucesso foi alto, literalmente, chegando ao Morro da Urca e atravessando o oceano para aterrissar em Portugal, onde a essência praiana europeia misturou-se com a carioca e resultou em um bar de praia com um pôr do sol arrebatador.

Para Carla, a maior motivação é proporcionar um momento único, incentivando a qualidade de vida, ajudando a fomentar o amor pela praia e pelos esportes nas pessoas que chegam ao local. Apesar do momento turbulento por conta da pandemia, a expectativa é de amadurecimento e confiança em dias melhores. Perguntada sobre os planos e sobre o que esperar dos “próximos ventos”, ela é categórica ao responder crescimento. E, como já ficou provado, nem o céu é limite. Como a galera que frequenta o postinho costuma dizer: “tá clássico!” 

 

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