O coco é um patrimônio da praia, poucas coisas são mais tradicionais como tomar uma água de coco na orla. A bebida é a queridinhas daqueles que usam o calçadão para praticar atividades físicas ou, simplesmente, caminhar e relaxar à beira do mar. Diante do cenário de isolamento consequente da pandemia de Covid-19, muitas atividades da vida cotidianas vão ser readaptadas. O novo normal vai impactar também na maneira de consumir água de coco. 

Enquanto ainda não tiver uma vacina contra o coronavírus os cuidados com a higienização devem ser redobrados e as características físicas do coco dificultam a limpeza e desinfecção. Por ser um alimento com casca grossa, áspera e que constantemente cai no chão, uma desinfecção correta exige mais esforço e lavagens constantes. 

A doutora Adélia Marçal, especialista em dinâmicas de transmissão de doenças que presta consultoria para a Orla no Projeto Recomeço, reforça que problema não tem a ver com o consumo do coco e sim como a dificuldade de armazenar e cuidar para que ele não seja um transmissor, caso esteja contaminado. O fato de ser manipulado sempre com as mãos, chegar aos quiosques em caminhões abertos e nem sempre ter um local seguro de armazenamento são agravantes. 

“O problema é como manusear, armazenar e cuidar. O coco é um item de muito risco pela forma como ele sempre foi utilizado. Normalmente fica em ambientes externos, exposto a vários tipos de contaminação e reduzir esses riscos exige muito trabalho”, explica a doutora. 

Devido a dificuldade de garantir segurança por conta dos processos que o coco passa até ser entregue ao consumidor, a Orla Rio tem orientado os operadores a darem preferência à garrafa neste período. Para quem não dispensa os benefícios da água de coco no dia a dia, as garrafinhas são uma forma de cuidar da saúde sem deixar de consumir a bebida.

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