“Ei, amigo, traz um feijãozinho ai!”, “Me vê um feijão, amigo!”, “Ou, amigo, traz a conta”… essas são algumas das falas comuns em bares no Rio. A palavra amigo é usada com uma finalidade específica, geralmente em referência ao garçom em serviço no estabelecimento. E acredita-se que foi em referência à essas frases emblemáticas que uma iguaria muito consumida nos botecos foi batizada: o feijão amigo. 

Tipicamente mineiro ou carioca da gema, a origem do petisco ainda é bastante controversa mas, é inegável que, assim como os bons amigos, o caldinho servido em copo americano tem um lugar especial do lado esquerdo do peito de muitas pessoas. 

Um das versões para o surgimento do prato é que foi elaborado para aproveitar uma feijoada feita no dia anterior. Com um novo tempero, bacon, alho frito e outras especiarias, o feijão era renovado e o caldo servido em porções pequenas, com ar mais descolado. Há também quem acredite que ele nasceu em um bar nas imediações do Maracanã, no Rio de Janeiro, e ficou popular entre estudantes universitários e grupos que se reuniam antes e após as partidas de futebol. 

Alguns cervejeiros defendem que o petisco surgiu para ser um acompanhamento mais barato, desta forma, é possível matar a fome e ainda sobra mais dinheiro para gastar com a cerveja. Se a origem deste caldinho é incerta, a popularidade do quitute é inquestionável com presença certa em bares e também em muitos quiosques! A realidade é que já caiu no gosto dos cariocas e combina com o clima boêmio à beira-mar, mesmo nos dias de verão, afinal, um caldinho e uma cerveja gelada é a própria definição de equilíbrio entre quente e frio.

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