O título soa estranho, né? Mas você não leu errado, o fato é esse mesmo. Só que ele aconteceu há 98 anos sendo uma manchete perfeita para os jornais cariocas de 1922. Como toda quinta-feira é dia de #TBT nós vamos te contar a história de uma casinha que durante muito tempo ocupou um dos locais mais bonitos, visitados e conhecidos da cidade do Rio de Janeiro.

Antes de revelarmos essa lembrança, vale uma contextualizada: Em 1922 o Rio comemorava o centenário da Independência e Arthur Bernardes era presidente da República. Neste mesmo ano, nasceu o ex-governador Leonel Brizola, o tradicional América sagrou-se campeão carioca e no alto do Arpoador era inaugurada uma casa em estilo art-déco que ficava de frente para o mar.

Olhando hoje em dia é difícil imaginar mas na época o lugar era quase deserto, longe de ser o point da maneira como o conhecemos hoje. A construção abrigava uma estação de rádio telegráfica que servia de auxílio aos navegantes que chegavam pela Baía de Guanabara, já que a comunicação era limitada naquele período. A estação integrava o conjunto de espaços do Departamento de Correios e Telégrafos, as antenas ajudavam na transmissão dos informes e mensagens.

No telhado, alguns pescadores se aventuravam para ter uma visão mais ampla do mar e, segundo algumas lendas, arpoar baleias – de onde vem o batismo da pedra como Arpoador

Após a década de 1950, o lugar começou a ser abandonado. O avanço rápido da tecnologia tornou todos os equipamentos da estação de rádio desnecessários e pouco depois, em 1967, ela foi desativada. A casa ainda ficou no local por mais algum tempo antes da demolição.

Mesmo recentemente, os frequentadores do Arpoador ainda conseguiam ver resquícios dos pisos de alguns cômodos dessa casa que hoje é apenas mais uma recordação gravada na história da cidade, em raros registros fotográficos e na memória daqueles que viveram essa época.

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