Primeiramente, devemos esclarecer que o submarino, quando está na superfície, funciona exatamente como um navio. Como seu peso é igual ao da massa líquida deslocada, ele flutua. Para afundar, porém, é preciso torná-lo mais pesado e o único jeito de conseguir isso é completar com a água do mar os tanques de ar que ficam entre a parte interna e externa do casco. 

Na hora de submergir, a tripulação abre as válvulas dos tanques e eles se enchem com água. Como o líquido é bem mais denso que o ar, o submarino fica mais pesado e desce. Para atingir a profundidade desejada, é só ajustar a proporção de água nos tanques. Já para flutuar, esses tanques se enchem com o ar comprimido, que expulsa a água, fazendo com que o submarino fique menos denso do que ela.

Essa é a mesma técnica usada desde a criação dos modelos rudimentares, nos séculos XVII e XVIII, com o inconveniente de que os submarinos pioneiros desciam no máximo cinco metros e não possuíam esses tanques de ar.

Para se ter uma ideia, o famoso submarino Turtle, utilizado na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), tinha que inundar a cabine para submergir, deixando seu piloto com água até os joelhos. Outro problema é que as hélices dessas máquinas eram impulsionadas braçalmente, pois apesar de já existirem barcos a vapor, o motor consumia todo o ar disponível para a tripulação.

A situação começou a melhorar com o advento do motor elétrico, mas foram os reatores que fizeram com que eles tivessem um ganho mais significativo. Dessa forma, os submarinos passaram a ser um transporte mais seguro, com mais velocidade, além de conseguirem chegar a maiores profundidades. 

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