Agora que já sabemos o que é e como é formado o El Niño, vamos conhecer o La Niña, até porque eles são fenômenos opostos, certo? Na verdade, não é bem assim. Então, vem com a gente para entender tudo!

O La Niña, “A Menina” em espanhol, é um fenômeno oceânico-atmosférico caracterizado pelo resfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, ou seja, suas características são opostas às do El Niño, que é o aquecimento anormal das águas do Pacífico. Entretanto, existem algumas particularidades.

O fenômeno La Niña caracteriza-se pela intensificação dos ventos alísios, que sopram na faixa equatorial de leste para oeste. Com a intensificação dos ventos, uma quantidade maior que o normal de águas quentes se acumula no Pacífico Equatorial Oeste, enquanto no Pacífico Leste, próximo ao Peru e Equador, verifica-se a presença de águas mais frias, causando um aumento de desnível.

O aumento na intensidade dos ventos alísios provoca intensificação dos movimentos de ressurgência, que é a subida das águas profundas e frias para as camadas superficiais do oceano, no lado leste do Pacífico Equatorial, junto à América do Sul. Essas águas profundas sobem carregadas de nutrientes e microorganismos que vão servir de alimento para os peixes, atraindo cardumes para as águas superficiais e favorecendo a pesca. 

As águas quentes que ficam “represadas” mais a oeste do Pacífico são evaporadas e, consequentemente, ocorre formação de nuvens de chuva, que geram a célula de circulação de Walker – o ar quente sobe no Pacífico Equatorial Central e Oeste e desce no Pacífico Leste, junto à costa oeste da América do Sul – que fica mais alongada em anos de La Niña.

Em geral, o fenômeno La Niña ocorre em intervalos de 2 a 7 anos, com duração de 9 a 12 meses, com alguns poucos episódios persistindo por mais que 2 anos. Em geral, episódios de La Niña ocorreram em menor frequência que o El Niño durante as últimas décadas. 

No Brasil, os efeitos são diferentes daqueles provocados pelo El Niño. Em anos de La Niña ocorrem chuvas mais abundantes no norte e leste da Amazônia, com consequente aumento na vazão dos rios da região, causando enchentes. 

No Nordeste também ocorre um aumento de chuvas, o que é benéfico para a região semiárida. Na região Sul observa-se a ocorrência de secas severas e aumento das temperaturas, prejudicando as atividades agrícolas da região. No Sudeste e Centro-Oeste os efeitos são imprevisíveis, podendo ocorrer secas, inundações e tempestades.

Fonte: infoescola.com com adaptações.

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