Movimente-se: Experimente voar como um pássaro

Quem nunca imaginou a sensação de poder voar? Sentir a liberdade de sair do firmamento, observar a paisagem do alto, ter o céu um pouco mais perto e toda a natureza a sua volta…. Se no passado pessoas se arriscaram para tentar realizar esse sonho, hoje, um esporte radical o torna possível de maneira muito mais segura. Nossa conversa de hoje será sobre o voo livre. Associado basicamente a duas modalidades: Parapente e Asa-Delta, o esporte associa contemplação com adrenalina e requer coragem. 

Mas lembre-se: antes de começar a praticar qualquer atividade consulte seu médico, procure a orientação de um profissional de educação física e não esqueça o protetor solar. Recado dado então, vamos lá. Separe uma roupa confortável e movimente-se!

O voo livre do modo como é conhecido teve início na Austrália com John Dickenson, um engenheiro que construiu a primeira asa delta moderna em 1963. O esporte utiliza os contrastes de temperatura do vento para realizar voos não motorizados, podendo percorrer até grandes distâncias. Tanto na asa-delta quanto no parapente, a velocidade do percurso e a trajetória podem ser alteradas. O condutor consegue escolher também o  local do pouso. A asa delta é mais potente e pode alcançar até 100 km/h, enquanto o parapente costuma não passar dos 70 km/h.

O esporte chegou ao Brasil em 1974, quando o piloto francês Stephan Segonzac chamou a atenção ao decolar com uma asa-delta do alto do Corcovado, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1975, aconteceu o 1º Campeonato Brasileiro de Voo Livre e desde então, o esporte foi ganhando muitos adeptos no país. Em dezembro de 1976 foi fundada a Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL) para tornar possível o controle de acesso à rampa da Pedra Bonita no Rio de Janeiro, uma das principais do Brasil.

As rampas são o ponto de partida para o voo com altura que pode variar e chegar a até mais de 500 metros. Para servir como ponto de decolagem, além de ser alta, a rampa precisa ter uma licença, que é concedida pelas associações de voo livre e pilotos locais. Em geral, um voo pode alcançar cerca de 3 mil metros de altitude e tem duração variada. Em termos de distância, o recorde mundial pertence ao austríaco Manfred Ruhmer, que percorreu 700 quilômetros em uma asa-delta. 

Assim como qualquer outro esporte radical, a segurança é um ponto fundamental, por isso,  são necessários alguns equipamentos como capacete, rádio, aparelho de GPS e variometro, um aparelho que mostra quantos metros por segundo o piloto sobe ou desce e mede a temperatura atmosférica. Esta prática só pode ser executada por iniciantes se forem acompanhados por instrutores experientes, por isso, é recomendado procurar operadores certificados para praticar voo livre. 

Parapente
Antes de decolar com o parapente, é preciso ajustar a cadeira, chamada de selete. Depois, é só esperar o vento inflar o velame, frear lentamente enquanto pega o impulso e voilà. Para pousar, o esquema é parecido com o da asa-delta: planejar, identificar a direção do vento, fazer a aproximação do local do pouso e, no caso do parapente, puxar o freio. A aterrissagem com esse equipamento é mais simples, já que a sua velocidade é menor. Por isso, é possível realizar pousos em áreas menores e com mais precisão. 

Asa-delta

Na hora de decolar com a asa-delta é preciso checar a intensidade e a direção do vento – que deve ser sempre contrário ao piloto. A asa deve ficar nivelada ao chão, e o piloto tem que projetar o peito para dentro do trapézio. Depois, é só dar uma corridinha e se jogar. Na hora da aterrissagem, é preciso identificar com exatidão a direção do vento (também contrária ao piloto) e fazer acelerar um pouco e se deixar levar até perder a velocidade – manobra chamada de aproximação. 

Atenção: O esporte não é indicado para menores de 18 anos, pessoas que tenham doenças cardíacas, que não possuam bom estado de saúde ou que tenham medo de altura.

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