A cidade do Rio de Janeiro tem como característica  geográfica o entorno formado por mar e vegetação. São 72,3 km de extensão em praias somente na Cidade Maravilhosa, mas, sabia que no passado, o número de praias era ainda maior? Algumas faixas de areia foram desaparecendo com a urbanização. Como toda quinta-feira é dia de #TBT, hoje iremos contar histórias de praias que desapareceram mas permanecem vivas na história da cidade. 

Nossa primeira parada é na Praia de Santa Luzia. O nome não é estranho, né? A praia era em frente à igreja de mesmo nome localizada na região central da cidade. Na época, o mar chegava quase à porta da igreja e a faixa de areia fina se estendia até onde é hoje a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

Em 1922, com a derrubada do Morro do Castelo, foi construída a Esplanada do Castelo, mas ainda era possível nadar na praia de Santa Luzia, mesmo com a diminuição da faixa de areia. Na década de 1940, a ampliação do aterro para a construção do Aeroporto Santos Dumont eliminou o que restava da praia.

Ainda na região do Centro, mais especificamente na Gamboa, uma praia chamava bastante atenção para a prática de pesca. A Praia da Gamboa, vizinha da também extinta Praia da Saúde, reunia pescadores profissionais e moradores das proximidades que ali armavam “gamboas” – pequena represas com intuito de capturar peixes. Daí veio a origem do nome.

A construção do porto do Rio de Janeiro, no século XX, necessitou de uma vasta quantidade de aterro que acabou escondendo a Praia da Gamboa. Em cima desses aterros foram erguidas enormes edificações, conhecidas como trapiches ou grandes armazéns e depósitos.

Além dessas, outras praias também sumiram por conta dos aterros e desmontes feitos para modernização do espaço urbano da época. É o caso da Praia da Ajuda, na área em frente à Cinelândia, a Praia Dom Manuel e Praia do Peixe, que ficavam uma de cada lado da Praça XV, bem como a própria praia em frente à Praça XV, que chegava próxima à Rua Primeiro de Março no início da colonização, também deixaram de existir. Outra faixa de areia famosa no período ficava entre a Praça XV e a Praça Mauá, chamada de Prainha.

E aí, já imaginou como seria o Rio de Janeiro se todas essas praias ainda existissem? 

Fonte: Diário do Rio com adaptações

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