Há mais de 60 anos, um pequeno negócio nascia na Barra da Tijuca sob o vigor da  portuguesa Maria Augusta Ferreira que, naqueles tempos, nem podia imaginar a proporção que os seus lanches teriam. A história do Tia Augusta é intimamente ligada à da orla, como um todo, afinal é o quiosque 01, em geografia e em antiguidade. Foi um dos primeiros a chegar na então deserta Praia da Barra, quando a ideia de quiosque ainda nem existia. 

Motivada pela necessidade de sustentar dois filhos pequenos, Maria Augusta vendia churrasquinhos e salsichão na beira da praia em uma tenda improvisada. Em uma operação da Prefeitura para ordenar o comércio, ela ficou proibida de vender os espetinhos na brasa e passou a oferecer cachorros-quentes em um tabuleiro de feira até poder comprar uma carrocinha, que logo virou um pequeno trailer improvisado. Foi um caminho longo e árduo até estruturar o primeiro trailer articulado, que depois deu lugar ao primeiro modelo quiosque e permanece até hoje como patrimônio da cidade, tombado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

A “tia Augusta” faleceu alguns após a conquista do quiosque e o negócio passou a ser administrado pela sua filha Maria Fernanda, junto com o irmão e o marido. Próximo ao píer do quebra-mar há um busto em homenagem à história de superação e luta da mulher que sozinha construiu um legado. E a receita que consagrou o quiosque é a mesma até hoje: molho de pimentões, tomates e cebolas, com maionese, queijo ralado e batata palha por cima.

O quiosque é um dos poucos que ficam abertos durante todos os dias do ano, 24 horas por dia. Por isso, acabou se consagrando também como um local de referência, principalmente para os jovens. Além do cachorro-quente tradicional, o quiosque tem quase cinquenta tipos de sanduíches diferentes, como os x-dogs, uma espécie de cachorro-quente na chapa com ingredientes como mussarela, calabresa e bacon, além da salsicha. 


Quiosque Tia Augusta
Posto 1, Barra da Tijuca
Funcionamento: 24h

Deixe um comentário

AIzaSyA5tPbYDErzSozNDJ4r7vcHSXTfKEz1oWc