Todo ano é o mesmo enredo, o réveillon passa e o brasileiro só pensa em uma coisa: carnaval. Em 2020, por conta da covid-19, a folia em fevereiro está cancelada, e a realização tardia ainda vai depender do andamento da vacinação, mas para amenizar a saudade vamos recordar a época mais animada do ano.

Resgatamos a história de um bloco nascido em Ipanema, aos pés de um dos cartões postais da cidade, com mais de 50 anos de folia, tão tradicional que não há um carnavalesco que não conheça. O TBT de hoje é sobre a  Banda de Ipanema, criada em 1964, mesmo ano do golpe militar, por Albino Pinheiro, Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral e a turma do jornal O Pasquim. 

O bloco era um tributo que unia a mística hedonista e boêmia que era essência do bairro de Ipanema. Os membros da banda usavam terno, tocavam instrumentos quebrados e contratavam uma banda de verdade para tocar. O primeiro desfile da banda saiu do famoso bar Jangadeiros – reduto de artistas, palco do cinema novo, da bossa nova, dos tempos áureos da boemia ipanemense – e o bloco foi utilizado como meio de se fazer críticas políticas e até debochar da situação do país.

A  Banda de Ipanema começou a se destacar e atrair mais pessoas a cada ano, principalmente pelo apoio de padrinhos e madrinhas marcantes como Chico Buarque, Leila Diniz, Clara Nunes, Clementina de Jesus, Bibi Ferreira, Grande Otelo, Martinho da Vila e Cartola, entre muitos outros. 

Atualmente o bloco se posiciona como espaço democrático, reunindo pessoas de todas as faixas etárias, sem distinção de gênero e orientação sexual. Em 2004, a Banda de Ipanema foi declarada patrimônio imaterial do Rio de Janeiro. O bloco desfila tradicionalmente no sábado de Carnaval, saindo no meio da tarde da Praça General Osório, em Ipanema.

Deu uma saudade, né? Seguimos na esperança de dias melhores para podermos curtir novamente todos os blocos tão tradicionais do nosso carnaval. 

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