O universo dos esportes radicais praticados no mar viu nascer nos últimos anos novas modalidades que têm desafiado até os mais experientes atletas de windsurf e kitesurf. Se a união “tradicional” de prancha e vela já desperta curiosidade, imagine um esporte onde o vento, além de movimentar a prancha, faz ela flutuar. Com o foil é possível literalmente voar sobre as águas.  

Mais recente no universo do esportes de vela, a modalidade se diferencia devido a uma asa inflável fixada a uma haste que usa tecnologia hidrodinâmica para fazer com que a prancha “decole” da água, reduzindo o arrasto do equipamento com a superfície do mar. Diferente dos equipamentos tradicionais, a asa é projetada acima da cabeça com ajustes para diminuir o atrito com a água, permitindo o surfe em qualquer condição do mar. 

O esporte conta com duas principais modalidades, o hydrofoil freestyle e o wind foil. No hydrofoil o conceito é basicamente o mesmo do kitesurf  tradicional, já no wind foil, a pipa é solta, o velejador a segura apenas com os braços, e o corpo se torna uma extensão ainda mais dinâmica entre prancha e vela. 

Em geral, somente a presença de vento é determinante para a prática que já pode ser encontrada em diversos lugares no Brasil, sendo o nordeste a região mais comum. No Rio, já é possível encontrar escolinhas e instrutores da modalidade. Os praticantes de outros esportes como SUP e surf passam por um treinamento para entender a modalidade. 

Com a popularização do esporte, já haverá competição de Hydrofoil Freestyle nas Olimpíadas de 2024, que serão disputadas em Paris.

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