O primeiro dia do mês de abril é conhecido como o dia da mentira. Bastante popular no Brasil, a data é marcada por brincadeiras, piadas e zombarias feitas entre amigos e familiares. Em países da Europa e nos EUA é muito comum a prática de “panks” que significa  “pregar peças” em outras pessoas. A celebração do dia da mentira já é algo tão enraizado nas culturas que até grandes marcas e empresas acabam aderindo às brincadeiras, com ações pensadas para a ocasião. Mas, você sabe a origem da data e o porquê das enganações no dia?

Há muitas teorias usadas para explicar essa tradição popular. Os historiadores não têm uma definição em relação ao surgimento, mas a hipótese mais forte sobre a data é que ela tenha surgido na França no século 16.

O Dia da Mentira ou April Fools’ Day (dia dos bobos de abril) se consolidou após alterações no calendário propostas pelo rei Carlos IX. Antes, o Réveillon na França era comemorado na última semana de março, assim, as festas e celebrações iam até o dia 1 de abril. Com as mudanças, a partir de 1563, o ano novo passou a ser 1 de janeiro mas algumas pessoas insistiram em não aderir a nova data e continuar festejando em abril, com isso acabaram sendo ridicularizadas pelos demais. 

Essas pessoas eram chamadas pela sociedade francesa de Poisson D’Avril, que significa “tolos de abril” e começaram a ser alvos de zombarias como festas falsas, marcação de casamentos falsos e comunicados reais mentirosos. Acredita-se que foi a partir daí que a data passou a ser um símbolo, marcada pelas brincadeiras e zombarias com as pessoas. Com o tempo, o 1º de abril foi se fortalecendo e ganhando fama ao redor do mundo.

Em terras brasileiras a data se popularizou bem rápido, tanto que no século 19 um periódico foi lançado com o nome de “A Mentira”, dando origem às comemorações da data. Em 1º de abril, na primeira edição, o jornal anunciou a morte de Dom Pedro II e teve que desmentir a brincadeira em seguida. E as pegadinhas em jornais não param por aí, a tradição é mantida até os dias atuais inclusive em grandes veículos de imprensa, que abusam dos trocadilhos e da criatividade nas manchetes do dia.  

Na Inglaterra, por exemplo, no dia 1º de abril de 2017 o tabloide Daily Mail publicou que o príncipe Harry e Meghan Trainor, que na época eram somente namorados, tinham se casado escondido. A informação foi apenas uma pegadinha com os leitores.

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