Luis Claudio Santos Barros, mais conhecido como Claudinho do Sucolé, é o vendedor de sucolé mais famoso do Rio de Janeiro, com 31 anos de vendas na praia e, recentemente, também por delivery. Desde o início, a proposta dele era inovadora: em vez do tradicional sacolé, ele criou o sucolé, feito somente à base de fruta ou outros ingredientes, sem adição de água, e começou a vender na praia de Ipanema. Quando a procura e a produção dos sucolés aumentaram, ele expandiu as vendas para a praia do Leblon. 

Antes de criar o seu negócio, Claudinho era revendedor de produtos como queijos e doces, que trazia de Minas Gerais para vender de porta em porta na Zona Sul. A ideia dos sucolés veio por inspiração dos sacolés que a cunhada fazia. Por isso, em 1990, começou a sua própria produção na pequena cozinha de sua casa, no bairro de Marambaia, em São Gonçalo. 

“Além da renda extra que eu precisava ganhar, a minha motivação inicial era a oportunidade de poder levar à praia um produto só meu e receber o carinho dos clientes. Eu queria ver a minha marca, o Sucolé do Claudinho, sendo conhecida por todos.”, explica o ambulante. 

No início, uma das maiores dificuldades do vendedor eram o transporte para chegar até a praia, já que ele vinha de São Gonçalo, o freezer para armazenar os sucolés e o dinheiro para custear tudo isso. Por isso, muitas vezes, pedia o freezer dos outros emprestado e, quando não ia de ônibus, alugava o carro de alguém. Segundo Claudinho, o atendimento era diferenciado: ele tinha uniformes de sua marca e atraia os clientes na praia com cantos e versos personalizados. Com isso, a marca ganhou reconhecimento nas praias e ficou conhecida por muitos cariocas. 

Com o aumento das vendas e da produção dos sucolés, Claudinho contratou ajudantes e os ensinou a vender com carisma o produto aos clientes. Primeiro, eles eram ajudantes, depois, tornavam-se vendedores do Sucolé do Claudinho. Em 2003, o empreendedor conta que foi morar em Duque de Caxias, onde fez uma pequena fábrica para preparar os sucolés. Com o crescimento da marca, ela ganhou mais sucesso e visibilidade entre os cariocas e os meios de comunicação.

“Vendíamos sucolés até nos blocos de carnaval, eu ia vestido de alguma personalidade e a minha equipe vendia os sucolés para os foliões. Além disso, na antiga gestão do prefeito Eduardo Paes, ganhei menção honrosa como serviço prestado na orla marítima. Também já participei de vários projetos, como o do Assaí Atacadista, que fui reconhecido como personalidade de uma história de sucesso do Rio de Janeiro.”, disse Claudinho.

Na pandemia, ficou parado durante seis meses e isso prejudicou as vendas e fez com que sua equipe fosse reduzida. Foi neste momento que ele decidiu iniciar as vendas por delivery. O sucesso foi tão grande que ele não pretende parar, mesmo com a liberação das praias. Recentemente, o vendedor fez um apelo nas redes sociais aos clientes, para que pudessem ajudá-lo neste momento difícil, e sugeriu a opção de vendas por delivery. Segundo ele, o resultado foi melhor do que esperava, e, em dois ou três dias, recebeu muitos pedidos, tanto de clientes fixos quanto de clientes novos. 

“Queria agradecer a todos que colaboraram com a marca Sucolé do Claudinho ao longo dos anos, e pelo reconhecimento e carinho, principalmente agora na pandemia, quando, recentemente, tive o privilégio de receber vários pedidos, especialmente pelo delivery. Também planejo novidades para a marca; quero incluir outros produtos como bolo de aipim, linguiça, cuscuz e pão de sabores. Hoje tem muitos imitadores, mas o original é o Sucolé do Claudinho”, declara o empreendedor.

Instagram: @claudinhodosucolé

WhatsApp: (21) 99285-1402

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