O Dia Mundial da Arte foi decretado pela Associação Internacional de Arte (IAA), a fim de promover a conscientização da atividade criativa no mundo. Celebrado em 15 de abril desde 2012, a data tem como objetivo reforçar a relação entre os movimentos artísticos e a sociedade, ressaltando também que a importância da cultura abre o caminho para uma educação inclusiva.

A data foi escolhida em homenagem ao aniversário de Leonardo da Vinci, um dos principais nomes do Alto Renascimento e um dos artistas mais completos de todos os tempos, considerado símbolo da liberdade de expressão e do multiculturalismo. Nas palavras dele: “A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”.

A arte ajuda na compreensão do mundo e ajuda a expressar os sentimentos mais íntimos. Para fomentar ainda mais a arte, principalmente à beira-mar, a Orla Rio trouxe em 2020 o primeiro quiosque cultural da praia, o Alalaô. Marcus Wagner é sócio fundador do projeto Alalaô, e acredita que a arte propõe experiências que estimulam a imaginação e abrem janelas no cotidiano das pessoas. A importância, principalmente nesse cenário de pandemia e distanciamento social que o mundo enfrenta, se torna ainda maior. 

“Depois de um ano duríssimo de restrições de convívio e de vivência no mundo exterior, abrir janelas e portas reais e simbólicas passará a ser muito mais que uma experiência artística habitual, será algo vital e extraordinário. O ser humano é comunitário por natureza. A arte é um setor agregador que fortalece essa natureza com qualidade, que estimula ao mesmo tempo a diversão, a reflexão, a imaginação e o encontro. É um ponto diferencial para o desenvolvimento de qualquer sociedade”, afirma.

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e Itaú Cultural em outubro de 2020 apontou que as pessoas passaram a consumir mais cultura virtualmente durante a pandemia. O levantamento aponta que 57% da população passou a usar mais a rede para buscar produtos artísticos como música, filmes, séries, musicais e shows. Neste Dia Mundial da Arte, fica a esperança de retomada e recuperação de todo um segmento que é tão especial no cotidiano das pessoas.

“A história nos ensina que momentos sociais traumáticos despertam a euforia cultural. Isso indica que em breve viveremos um efeito rebote, de busca do tempo de vida perdido na ausência de tantas festas, dos aniversários ao Carnaval. Então, certamente o setor de eventos, que sobreviveu, será recompensado”, comenta Marcus. 

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