Era dia 05 de abril de 1991 quando o mundo do esporte, especialmente do surf e do voo livre,  perdeu um campeão. Há 30 anos atrás, Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes, mais conhecido como Pepê, fez sua última decolagem de asa delta enquanto disputava a decisão do Torneio Internacional de Voo Livre de Wakayama, no Japão. Devido às péssimas condições meteorológicas e à falta de estrutura de segurança para os pilotos no campeonato, um acidente grave tirou a vida de Pepê.

Aos 33 anos, o atleta partiu deixando um legado de conquistas e marcou a história do esporte radical no Brasil. Hoje, o trecho do Posto 2, na Barra da Tijuca, carrega o nome em sua homenagem. Além disso, uma escultura em bronze composta por uma asa delta e uma prancha de surf eterniza a trajetória de Pepê. 

A história de Pepê é repleta de recordes. O carioca “cria” de Ipanema se destacou no surf desde muito cedo. Com destaque no cenário nacional, ele foi o primeiro brasileiro a ganhar uma etapa do Circuito Mundial, no Waimea 5000 disputado no Arpoador, em 1976, com apenas 19 anos. No mesmo ano chegou a final de Pipeline, etapa mais importante do surf internacional. 

A conquista foi tão grandiosa que durante 38 anos nenhum outro surfista do Brasil conseguiu disputar a etapa,  o país só voltou a ter um finalista na competição em 2014, com Gabriel Medina. O resultado em Pipeline abriu as portas para a consolidação do esporte no Brasil, contribuindo para que o surf se profissionalizasse e se tornasse o que é hoje em dia. 

Nos anos 70, Pepê migrou para o voo livre. Como piloto de asa delta, ele conquistou o mundial de Wakayama em 1981, no Japão, mesmo local onde aconteceu o trágico acidente 10 anos depois. Nenhum outro brasileiro conseguiu repetir o feito inédito. 

Em 2011, em homenagem aos 20 anos da morte de Pepê, uma placa foi instalada na Praia do Pepino, em São Conrado, próximo à pista de pouso de asa delta. Uma singela lembrança que eterniza a memória do campeão mundial.  

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