Hoje é dia de TBT e também primeiro de abril. Por isso, vamos relembrar algumas das vezes em que supostamente o mundo iria acabar mas não acabou, causando diversas frustrações em pessoas que acreditam em teorias conspiratórias e angústias em quem realmente levou a sério tais situações.

Então vamos relembrar quando e como esses boatos aconteceram:

Anos 1999 – 2000

‘Bug do milênio’

A virada de 1999 para 2000 foi recheada de crenças sobre o fim do mundo. Além de previsões apocalípticas ligadas a grupos religiosos, o pastor americano Edward Dobson chegou a escrever um livro explicando por que Jesus poderia voltar naquele ano.

Uma questão tecnológica causou grande preocupação na sociedade. Muitos programas de computador desenvolvidos durante o século 20, especialmente os mais antigos, abreviaram o ano colocando apenas os dois últimos algarismos, por exemplo,  o ano de “1988” seria escrito apenas como “88”. Assim, quando houvesse a passagem de ano de 1999 para 2000, esses programas leriam o novo ano como se fosse 1900. Esse grande erro no sistema ganhou o apelido de “Bug do milênio”.

O temor era de que o erro causasse uma grande pane nos computadores mundo afora e que isso comprometesse desde o funcionamento de bancos até usinas nucleares e instalações militares – onde residiria o risco de grandes catástrofes. As Nações Unidas chegaram a criar um grupo específico para prevenir contra a ameaça do “Bug do milênio”. A chegada do ano 2000 trouxe poucos e localizados erros de informática, sem consequências globais significativas.

2011

Em 21 de maio de 2011, Harold Camping, um famoso televangelista americano, disse que o mundo acabaria em uma série de terremotos que iriam começar às 18h do dia seguinte.

Como seu alcance era respeitável, algumas pessoas pediram demissão de seus empregos e ficaram escondidas em casa esperando que o pior acontecesse. Ao ver que a primeira previsão não deu certo, Camping postergou a data do fim do mundo para o dia 21 de outubro daquele mesmo ano. As previsões se encerraram após a segunda falha.

2012

Segundo interpretações da profecia maia, o fim do mundo estava previsto para dia 21 de dezembro. A ideia de que uma tragédia mundial de grandes proporções sobre a raça humana na entrada do equinócio de inverno, que ocorre na mesma data, foi sendo alimentada há pelo menos quatro décadas.

À medida que o dia tão esperado chegava perto, os internautas começaram a se mobilizar para falar do assunto. Mensagens falsas de ataques alienígenas e piadas sobre o eventual fim do mundo foram ganhando força nas redes sociais e o assunto dominou as conversas na web.

Mas nem todos estavam levando a previsão na brincadeira. Alguns lugares “preparados para o dia da catástrofe” receberam muitas pessoas com medo das tempestades solares e outros fenômenos que poderiam assolar o planeta.

2014

A próxima teoria é alvo de uma divisão. Enquanto alguns achavam que ela era o fim oficial, outras pensam que é apenas o começo dele. Em 15 de abril de 2014, o mundo presenciou uma Lua de Sangue, fenômeno em que o corpo celeste assume uma cor avermelhada. Ela marcou o início de um período onde quatro eclipses lunares ocorreram num intervalo de seis meses entre cada, visto como uma profecia para alguns.

O televangelista texano John Hagee afirma que as Luas de Sangue significam a chegada de um “evento capaz de balançar o mundo” e que condiz com a profecia do Fim dos Tempos.

2021 

De acordo com uma nova teoria da conspiração que circula no Twitter, há um erro de leitura no calendário Maia, e o fim do mundo, antes previsto para 21 de dezembro de 2012, ocorrerá na verdade dia 21 de junho de 2021. 

A teoria foi difundida pela versão norte-americana do tabloide britânico The Sun. De acordo com a publicação, um suposto cientista chamado Paolo Tagaloguin publicou no Twitter que “seguindo o calendário Juliano, nós, tecnicamente, estamos em 2012”.

“O número de dias perdidos por ano por causa da mudança para o calendário Gregoriano (o que usamos hoje) é de 11 dias. Usando o calendário Gregoriano por 268 anos (1752-2020) vezes 11 dias = 2.948 dias; 2948 dias/365 dias (por ano) = 8 anos”, dizia a publicação atribuída a Tagaloguin.

A publicação e a própria conta atribuída ao suposto cientistas foram apagadas. Também não há embasamento algum para a afirmação. A mudança para o calendário Gregoriano resultou, sim, na perda de 11 dias. Mas isso aconteceu apenas uma vez, e não todos os anos.

Esses acontecimentos vão ficar marcados como mais uma vez em que o mundo não acabou, assim como no Bug do Milênio e na passagem do Cometa Halley pela Terra. Agora só nos resta esperar para saber quando será o próximo “fim do mundo”.

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