A praia de Copacabana é repleta de boas histórias e já guarda em sua história diversos fatos que marcaram época e a fizeram ser o que ela é hoje: um patrimônio do Rio de Janeiro e do Brasil. Como toda quinta-feira é dia de #TBT, hoje vamos lembrar de um pedacinho da praia que foi muito importante para os cariocas no século 19. “Cantinho da alegria” foi a forma como ficou conhecido o posto 6 de Copacabana devido a toda agitação e boêmia do local. 

Na Rua da Igrejinha, atual Francisco Otaviano, com Avenida Atlântica, ficava também a casa da francesa Mère Louise, que se tornou um dos cabarés mais famosos do país. A casa começou a funcionar em 1907, com o objetivo de ser um “café-dançante”, no estilo dos cabarés parisienses e logo ganhou prestígio na região, deixando o cantinho da alegria ainda mais animado. Um ano após a inauguração, o Mère Louise foi destaque em diversos jornais cariocas pela qualidade da cozinha. Em 1910 o estabelecimento foi vendido e alguns anos depois a casa se transformou num hotel “suspeito”, que foi  fechado pela polícia em 1931. 

Pela praia, a colônia de pescadores, com os famosos arrastões que começavam bem cedinho, antes do nascer do sol, se misturava aos romeiros que vinham para a festa da igrejinha. O cassino Atlântico, que também funcionava na Avenida Atlântica, atraia uma pequena multidão de frequentadores antes da proibição do jogo no governo do marechal Dutra. A modalidade de entretenimento chegou ao bairro em 1923 com o Copacabana Palace e as casas começaram a se espalhar por diversos pontos da cidade.

O Forte de Copacabana, a Colônia dos Pescadores e o Hotel Fairmont, próximo ao local onde era o antigo cassino, fazem a alegria do posto 6 nos dias de hoje. O local é point de esportes aquáticos como stand up, natação no mar, canoagem e triathlon. 

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