Nascido na Itália e morador do Rio de Janeiro desde 2006, Gian Luca Padovan é precursor do beach tennis no Brasil, um dos esportes que mais cresce no país. Tudo começou em 1996, quando pela primeira vez Gian veio para o Rio de Janeiro, durante suas férias, e se apaixonou pela cidade maravilhosa. Ele, que veio do squash, já jogava beach tennis desde a década de 80 na Itália e viu que o Rio de Janeiro, com suas belas praias, tinha grande potencial para a prática do esporte.

“Já na década de 90 jogava na Itália, comecei em Marina di Ravenna onde nasceu o esporte. Antes eu jogava squash e fui um dos primeiros a praticar o esporte, começamos a jogar e ele ainda não era chamado Beach Tennis, mas sim de Rakkettone, com raquetes de frescobol e em quadras de vôlei de praia. Em 1996, vim ao Brasil visitar alguns amigos da seleção brasileira de Squash e para a minha surpresa não vi ninguém aqui jogar a mesma brincadeira que estava se tornando moda na Itália. Naquele mesmo ano em 96 o esporte passou a se chamar Beach Tennis”, contou Padovan.

Em 2006, o italiano começou a divulgar o beach tennis nas redes sociais e procurou meios de inserir a nova modalidade no Brasil. Mas apenas em 2008, depois que os atletas e amigos Adão Chagas e Leopoldo Correa trouxeram o material apropriado para aulas, Gian começou a ensinar o beach tennis no Rio de Janeiro.

Gian Luca ajudou a elaborar em outubro de 2008, o point Ipanema 500, que reuniu os maiores jogadores do Brasil, como ex-número 1 do país, Guilherme Prata, que já foi 8º do mundo no ranking mundial, o número 3 do mundo, Vini Font, e a número 5, Flavia Muniz. Gian explicou que é um dos fundadores do Ipanema 500, que é um clube e empresa que também faz a parte social, proporcionando o treinamento adequado aos jogadores.

“Em 2006 passei a morar aqui no Rio e em 2008 entrei em contato com a Joana Cortez e Adão Chagas, que tinham um grupo de tenistas e que haviam visto o esporte durante um de seus torneios pela Áustria, e de lá ele levou rede e raquetes. Então nós nos encontrávamos aos finais de semana aqui no Rio de Janeiro na frente do Country Club onde montamos a rede, fazíamos jogos e dávamos dicas ao pessoal. Começamos a brincar e em outubro de 2008, em outro local vago, fundei o Ipanema 500, onde passei a chamar um pessoal do tênis e que eu via talento para treinar. Íamos brincar, treinar e meio que me tornei uma referência e o esporte foi crescendo bastante e hoje temos várias redes pelo Rio e pelo país”, afirmou Gian.

O point foi a primeira rede de beach tennis do Brasil e chamou a atenção do público depois que uma matéria jornalística alertou para a qualidade das aulas e pelos benefícios que o esporte proporciona. Além de na época ser pouco conhecido, a matéria foi muito importante para difundir o esporte pelas praias do Rio de Janeiro e do Brasil.

Com mais de 12 anos nessa modalidade, o Brasil é uma das potências no esporte possuindo Raffaela Miiller e Joana Cortez no top 10 mundial e únicas sem a cidadania italiana a vencer o campeonato mundial em Cervia, na Itália. Nosso país possui também Vinicius Font e Guilherme Prata como única dupla não-italiana a liderar o ranking masculino, além de outros grandes nomes como Samantha Barijan que foi Nº 1 ao lado de Cortez. Outros atletas também estiveram no top 10, como Diogo Carneiro, Ralff Abreu, Marcus Ferreira e Thales Santos. Fora outras figuras que já estiveram entre os 20 e 30 melhores do ranking da Federação Internacional de Tênis, a ITF.

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