A grande quantidade de resíduos ao longo dos milhares de quilômetros de praia no Brasil é um problema que ameaça a preservação dos ecossistemas. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) identificou que a cada 8 quilômetros de praia, existem pelo menos 200 mil bitucas de cigarro. E estas dividem espaço com 15 mil lacres, 150 mil fragmentos de plásticos, 7 mil palitos de sorvete e 19 mil hastes plásticas. 

Principalmente em épocas do ano como o verão, com a grande rotatividade de banhistas, diversos tipos de lixo são deixados nas praias e acabam carregados pelas ondas até o mar. Com isso os oceanos, assim como espécies e toda a vida marinha estão cada vez mais em risco. 

Em 2018, a ONU emitiu um relatório com o panorama do lixo no litoral brasileiro, apontando os  dez tipos de resíduos mais encontrados nas areias. Apesar de as bitucas de cigarro estarem em primeira posição, há uma constante no ranking: os plásticos e seus derivados, como os descartáveis. Confira a lista abaixo:

  1. Bitucas de cigarro
  2. Tampas de garrafas
  3. Canudos
  4. Garrafas plásticas
  5. Sacolas plásticas
  6. Embalagens plásticas
  7. Copos e pratos descartáveis
  8. Garrafas de vidro
  9. Fragmentos de isopor
  10. Talheres descartáveis

Apesar de já haver opções mais sustentáveis, o plástico continua sendo o maior vilão do meio ambiente. Segundo o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), mais de 95% dos tipos de lixo encontrados nas praias são feitos de plástico. A ONU estima que entre os materiais encontrados no mar,  60% a 90% são plásticos. Especialistas advertem que, nesse ritmo, em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes.

A maior parte deste lixo vem da atividade terrestre em consequência da gestão negativa dos resíduos. O volume também reflete as atividades econômicas, que não descartam corretamente embalagens e materiais plásticos. Os outros 20% dos tipos de lixo encontrados nas praias têm origem nas atividades aquáticas como a pesca submarina e o turismo, em cruzeiros e escunas.

Para mudança deste cenário, é de suma importância fazer a coleta adequada nas praias e cuidar da preservação do meio ambiente com hábitos sustentáveis. Somente com o comprometimento de cada um na destinação do próprio resíduo será possível construir uma praia mais limpa e estimular o consumo mais consciente

O Recicla Orla, desde 2019, ajuda os praianos cariocas nesta missão. Os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) espalhados pelas praias da zona sul são uma alternativa de separação e destinação correta de plástico, vidro, metal, papelão e outros materiais recicláveis. 

Fonte: ONU Meio Ambiente 

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