O Dia Mundial da Tartaruga Marinha é celebrado anualmente em 16 de junho. A data foi escolhida em homenagem ao Dr. Archie Carr, pesquisador e biólogo que iniciou experimentos utilizando balões meteorológicos e radiotransmissores amarrados ao casco das tartarugas para acompanhar informações como velocidade de deslocamento e rotas percorridas por esses animais ao redor do planeta.

A característica fisiológica principal da tartaruga marinha é o casco que envolve seu corpo, protegendo-as de variações climáticas, predadores e até pressões ambientais. Essa estrutura é formada por uma fusão de elementos de seu corpo: os ossos de sua coluna vertebral, sua cintura pélvica e sua costela. Quando adultas, as tartarugas marinhas podem medir de 55 centímetros a impressionantes 2 metros de comprimento de carapaça.

Outra característica muito interessante é que as Tartarugas Marinhas funcionam como termômetros da qualidade ambiental. Isso acontece por serem animais cuja sua temperatura corporal varia conforme a temperatura do ambiente, ou seja, possuem a fisiologia influenciada pelo meio externo. Essa condição, junto de outras particularidades, como colocar vários ninhos numa mesma temporada reprodutiva, fazem com que as tartarugas sejam um organismo ideal para detectar alterações no ambiente, como por exemplo as mudanças climáticas. 

As tartarugas marinhas correm grande risco de serem extintas do planeta Terra. A extinção em massa desses animais marinhos são consequência de diversos fatores. Estes, que são em sua maioria, culpa do descuido dos seres humanos com a natureza. Um dos principais motivos de sua extinção são as intensas caças pelas suas carapaças. Aqueles que caçam também utilizam sua carne para fazer uma sopa com a parte mais gordurosa do animal. Porém, mesmo com leis mais estreitas e a caça sendo controlada, as grandes redes de pescas acabam matando em média 40 mil tartarugas por ano.

Você sabia?

De acordo com a Fundação Projeto Tamar, as Tartarugas Marinhas são animais pré-históricos que estão no planeta há pelo menos 120 milhões de anos e são importantíssimas para a biodiversidade marinha. Elas conviveram com os dinossauros e resistiram a todas as mudanças que os levaram à extinção, há cerca de 65 milhões de anos. Além disso, são um símbolo de resiliência que inspiram diversas culturas pelo mundo: simbolizam a Mãe Terra para a cultura hindu, sabedoria e boa sorte para o povo havaiano, longevidade para os indígenas da América do Norte, além de serem consideradas sagradas em muitas culturas da América Central.

Fonte: Fundação Projeto Tamar e TerraVista Brasil

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