Como estamos no mês do orgulho LGBTQIA+, vamos explicar brevemente a diferença entre essas siglas e o porquê da adição de algumas sílabas com a evolução dos movimentos que envolvem essas causas.

A palavra gay começou a se popularizar nos anos 60, em cidades americanas como Nova York e San Francisco, impulsionada pelo movimento homônimo. O termo era um genérico, ou seja, abarcava todo o conjunto de minorias sexuais e de gênero. Entretanto, posteriormente, surgiu a GLS, sigla que significava Gays, Lésbicas e Simpatizantes, na versão brasileira.

Conforme os movimentos dos bissexuais e transgêneros (transexuais e travestis) evoluíram nos anos 90, a sigla evoluiu para LGBT, com a inicial de lésbica passando à frente de gay, num fortalecimento das mulheres contra a discriminação. Gay passou a ter um significado mais restrito, de homens atraídos por homens.

À medida que novos movimentos de orientação sexual e identidade de gênero ascenderam, novas letras começaram a ser incorporadas à sigla LGBT. Vejam as mudanças:

LGBTQ começou a ser usado há mais de 20 anos. A letra “Q” é interpretada como referência a pessoas que se dizem queer (que não são heterossexuais nem cisgender, isto é, identificadas com o sexo designado no nascimento), ou pessoas que estão se questionando sobre sua identidade de gênero ou orientação sexual.

LGBTQI já apareceu mais recentemente. A letra “I” refere-se a intersexo, termo utilizado para pessoas que não se enquadram nas definições biológicas típicas de masculino ou feminino, como os hermafroditas.

LGBTQIA também é da nova safra de siglas. A letra “A” representa aliado heterossexual ou assexual, uma pessoa que não sente atração sexual por outra. 

Já o sinal + de LGBTQIA+ tenta dar conta das todas as outras possibilidades de identidade de gênero e orientação sexual. O que não impede que novas siglas continuem surgindo, com mais ou menos exposição na nossa sociedade.

Imagem: Alexandre Macieira | Instagram: @alexandremacieira

Deixe um comentário

AIzaSyA5tPbYDErzSozNDJ4r7vcHSXTfKEz1oWc