Em meio às águas pouco claras e limpas do Rio de Janeiro, a esperança assumiu cores definidas de tons de rosa, vermelho, laranja, branco, marrom e amarelo, além de possuir a forma de cavalos-marinhos. Após quase desaparecerem do litoral carioca e em outros locais do estado, a espécie voltou a ser encontrada com maior frequência. 

Os cavalos-marinhos do nosso litoral são protegidos pelos cientistas do Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro, que estudam e acompanham há 20 anos esses peixes. O projeto foi criado em 2002 pelos pesquisadores da Universidade Santa Úrsula e ainda tem o apoio de outras instituições, como o Instituto Mar Urbano, e a participação de pescadores.

De acordo com a instituição, em 2011 havia 5 indivíduos em 320 , em 2018 foi identificado uma melhor para 6 cavalos-marinhos por e atualmente em 2021, já eram 13 os cavalinhos na mesma área. O aumento foi identificado na Urca, Baías de Guanabara e de Sepetiba.

A espécie quase foi extinta do Rio devido à poluição e capturados ao esgotamento para virar peixinhos de aquário (aquarismo). Porém, em 2014 a Portaria 445 do Ibama proibiu a captura, transporte, armazenamento, guarda e manejo do animal.

Características do Cavalo-marinho

No Brasil existem três espécies de cavalos-marinhos, o cavalo-marinho de focinho-longo (Hippocampus reidi), o cavalo-marinho-de-focinho-curto (Hippocampus erectus) e o cavalo-marinho (Hippocampus patagonicus). 

Com menos de 20 cm, os cavalos-marinhos são – em escala reduzida – como os tubarões em ecossistemas de estuários e costões. Ou seja, impedem que a microfauna devore as algas e o fitoplâncton dos quais depende o equilíbrio dos mares. Eles são o topo da cadeia alimentar e apesar de serem carnívoros não têm dentes. Seu bico funciona como aspirador, que suga micro animais marinhos, como larvas de peixes e crustáceos diminutos, que vivem entre as algas e nos corais. Por isso, o cavalo-marinho é um indicador de que o ecossistema preserva sua estrutura básica que tem bioindicadores de qualidade ambiental. 

Durante a época do acasalamento, uma dança do amor entre machos e fêmeas dura até três dias, em um ritual no qual trocam de cor e nadam em sincronia. Após isso, a fêmea não perde tempo e introduz seus óvulos na bolsa de gestação e 15 dias depois, o macho dá à luz entre 600 e 700 filhotes. 

O cavalo-marinho é um animal essencial para o equilíbrio biológico dos mares da nossa cidade, por isso, é importante ser consciente em suas ações. Procure reduzir a geração de resíduos, não toque neles durante o mergulho e principalmente não os compre. Ajude a proteger a natureza e seus indivíduos.

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