Hoje é quinta-feira, dia de #TBT, e vamos relembrar quando em 16 de abril de 2021, o arquipélago das Ilhas Cagarras foi transformado em unidade de conservação, um Monumento Natural, ou Mona. Local que já faz parte do Projeto Ilhas do Rio, é o 2º Ponto de Esperança (Hope Spot em inglês) no litoral do Brasil. Esse importante reconhecimento é dado pela Mission Blue, uma aliança internacional liderada pela Dra. Sylvia Earle, especialista em conservação marinha.

O conjunto de três ilhas e duas ilhotas é um refúgio de biodiversidade que abriga espécies endêmicas e ameaçadas, um sítio arqueológico, um corredor migratório de baleias-jubartes, uma área de interação de mais cinco espécies de cetáceos e um importante ninhal de aves marinhas. Lá, um número cada vez maior de jubartes tem passado próximo a costa do Rio de Janeiro. Elas utilizam as águas no entorno das ilhas Cagarras como local de alimentação, socialização e descanso. Além disso, o arquipélago é área fundamental de reprodução de espécies comerciais de pesca.

O arquipélago é formado por quatro grandes ilhas, Cagarras, Palmas, Comprida e Redonda; e duas ilhotas, Filhote da Cagarras e Filhote da Redonda. O nome vem da ornitologia, é a designação comum das aves do gênero Calonectris. ‘seria devido à grande quantidade de excremento das aves marinhas que habitam ou sobrevoam o arquipélago’, ou seja da quantidade de cocô do animal que é excretada nas ilhas.

Porém o local pode estar sob forte ameaça da intervenção humana. O tráfego pesado de navios e as grandes áreas de pesca industrial e artesanal ameaçam as populações remanescentes de espécies marinhas sensíveis. Além disso, o emissário Submarino de Ipanema, despeja esgoto bruto direto na água, prejudicando gravemente a qualidade do ecossistema local.

A imagem é do Athila Bertoncini | Projeto Ilhas do Rio

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