A Bolsa Verde do Rio de Janeiro, idealizada pelo ex-secretário Chicão Bulhões (PSD), começa a funcionar nesta quarta-feira (27), com a abertura de lances para um leilão de crédito de carbono emitido pela Tembici. A empresa, líder na América Latina em tecnologia de micro mobilidade, é a responsável pelas bicicletas compartilhadas do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e outras cidades do Brasil, além de Buenos Aires e Santiago.

A Tembici vai ofertar dois lotes de 750 unidades de crédito de carbono, com lance mínimo de US$ 7 por unidade – o que dá US$ 10,5 mil ou R$ 52 mil. Apesar do baixo valor é a primeira vez que é feito um leilão de crédito de carbono de uma empresa de micro mobilidade urbana no mundo, além de abrir de fato a Bolsa Verde do Rio. A ideia da Prefeitura do Rio é transformar a cidade em um hub de negociação de ativos verde.

As 1,5 mil unidades emitidas pela Tembici correspondem a 1,5 mil toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas no Rio. Volume irrisório para grandes poluidores, mas que pode atrair empresas de serviço que gostariam de compensar as emissões, como de logística ou aplicativos de entregas, por exemplo.

O leilão virtual acontecerá na versão brasileira da plataforma ACX (AirCarbon Exchange), um marketplace de crédito de carbono fundado em Cingapura e que tem sociedade com a brasileira BlockC. A BlockC calcula a intensidade de carbono gerada pelas empresas e usa a tecnologia blockchain para fazer a tokenização dos créditos vendidos na plataforma global.

A partir de uma provocação das secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e da Fazenda de transformar o Rio num centro de negociação de crédito de carbono e ativos ambientais, os sócios da BlockC trouxeram a solução da ACX para o Brasil, adaptando o market place às regras locais. 

O leilão da Tembici começa hoje às 12h e ficará aberto até às 12h de amanhã (28, com anúncio dos vencedores no dia 29. Apenas pessoas jurídicas podem participar do leilão.

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