A quantidade dos chamados microplásticos “invisíveis” no Oceano Atlântico é um problema que vem sendo debatido nos últimos anos. Uma pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Oceanografia (NOC) do Reino Unido, no fim de 2020, apontou que a quantidade desses poluentes no mar pode ser 10 vezes maior do que o imaginado. De acordo com o estudo, os microplásticos somam entre 12 e 21 milhões de toneladas em 200 metros de profundidade.

O valor encontrado nas amostras é muito maior do que os pesquisadores esperavam. A concentração de microplásticos observada na análise é representativa daquela na massa de água, desta forma, em sua totalidade, o Oceano Atlântico pode conter cerca de 200 milhões de toneladas de lixo plástico. A estimativa inicial era de que cerca de 17 milhões de toneladas de microplásticos tivessem parado no Oceano Atlântico nos últimos 65 anos.

A análise foi feita pelos pesquisadores Richard Lampitt e Katsiaryna Pabortsava, com base em amostras de água do mar coletadas em 2016, em três profundidades diferentes de até 200 metros. O estudo focou nos três poluentes mais presentes nas amostras: o polietileno, polipropileno e poliestireno, que também são os tipos de plástico mais comercializados e descartados no mundo.

De acordo com os pesquisadores, para entender o real risco que a humanidade sofre com essa poluição é preciso descobrir as quantidades e características do microplástico, como ele chega aos oceanos, qual é a sua toxicidade e como ele é degradado. O estudo mostra que os cientistas, até então, tiveram uma compreensão equivocada desses fatores, prejudicando o entendimento do problema.


Fonte: Galileu com adaptações

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