Junho é o mês do Orgulho LGBTQIA+

Desde 1988, a diversidade tem sido exaltada na canção de Lulu Santos que crava: Consideramos justa toda forma de amor. É o mínimo que se espera quando pensamos no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, que foi celebrado mundialmente nesta segunda-feira (28). Além de lembrar os avanços, a data marca a luta por respeito e inclusão de pessoas com diferentes orientações sexuais e identidades de gênero. Nos últimos anos, a sigla passou por diversas mudanças, mas a pauta sempre foi ter todos os direitos e individualidade respeitados. 

A data teve origem nos EUA, após diversos episódios de violência praticada contra pessoas da comunidade LGBTQIA+. Até 1966, a legislação de Nova York proibia que gays se reunissem em locais públicos e criminalizava a relação entre pessoas do mesmo sexo. Assim, agressões por parte de policiais e até mesmo de outros cidadãos era corriqueira. O dia 28 de junho ficou marcado quando, em 1969, uma abordagem policial truculenta tentou prender 13 pessoas no bar Stonewall Inn, conhecido por ser um reduto do público LGBTQIA+. A ação dos agentes despertou uma revolta entre os presentes, que começaram uma rebelião, se recusando a aceitar a prisão. 

Nos dias que sucederam o episódio, diversas mobilizações aconteceram em diferentes pontos da cidade. Em 1970, no dia 28 de junho, um ano depois, uma multidão caminhou do bar até o Central Park, no que foi considerada a primeira Parada Gay dos Estados Unidos, consagrando assim o Dia do Orgulho LGBTQIA+. O movimento nos EUA acabou se tornando referência para outros países e incentivou o desenvolvimento de coletivos, iniciativas sociais e frentes de luta contra a discriminação e pró-igualdade de direitos, com políticas mais inclusivas. 

No Brasil e no mundo, os avanços caminham em passos lentos, mas, apesar de ainda pequenas, as mudanças em curso dão esperança para um futuro onde haja mais respeito. Ocupar espaços, participar da tomada de decisões e ter mais representatividade, principalmente nos ambientes políticos, ainda são os grandes desafios da comunidade. Ainda há muitos países onde gays, lésbicas, travestis e trans são perseguidos e criminalizados. Por isso, o sentido das palavras liberdade, amor, respeito, igualdade, afeto, vida e orgulho para o público LGBTQIA+ vai muito além do significado pois representa direitos básicos que foram e continuam sendo negados a essas pessoas.

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